Outra Páscoa

António Mourão
31 de março de 2021
Pascoa
Novamente em confinamento, vamos celebrar a Páscoa atipicamente. Será a última? Apenas o Senhor saberá.
No Domingo de Ramos vêm indicadas duas antífonas do Missal Romano.

A primeira diz:

“As crianças de Jerusalém foram ao
encontro do Senhor
com ramos de oliveira, clamando com
alegria:
Hossana nas alturas”

Vimos que há meninos que sobem à oliveira para cortar ramos e outros que, no chão, apanham os ramos.

Na segunda proclama:

“As crianças de Jerusalém estendiam os
seus mantos
no caminho, aclamando com alegria:
Hossana ao Filho de David.
Bendito o que vem em nome do Senhor.”

Vemos a imagem duma menina que estende seu manto à frente do burrinho montado por Jesus.

O Senhor Jesus, montado num burrinho como Rei da Paz (Zacarias 9,9) que ensina a sua humildade e faz ser uma destas crianças.

O apóstolo Paulo recordou que, se Cristo não tivesse ressuscitado, cairia por terra todo o edifício do cristianismo.

Esta antífona, como as anteriores, deve ser abraçada e repetida como fundamento da festividade da nossa alegria e alavanca da nossa esperança.

De facto Deus escreve direito por linhas tortas, mas o copista escreveu “Resurrexit sicut dilexit”. Ressuscitou conforme amou. 

É importante ligar a Ressurreição ao amor porque sem este elemento do amor nada se compreende do mistério pascal.

Àquele Filho “obediente até à morte, e morte de cruz” o Pai permaneceu fiel com todo o Seu amor, como permanece fiel a cada um de nós”. Amar é dizer ao outro: tu não morrerás.

Vivamos a Páscoa, sejamos a Páscoa mesmo em condições não normais; porque, assim, também estaremos a viver em Cristo.

Santa Páscoa para todos.
 

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