Dia Internacional da Mulher

Madame Curie

António Mourão
8 de março de 2021
Dia Internacional da Mulher
Neste dia vamos escrever sobre uma mulher muito importante para a Humanidade e que serviu e servirá de exemplo para as futuras.
O seu nome era Marie Salomea Sklodonska, mais conhecida por Madame Curie, nasceu em Varsóvia, em Novembro de 1867, quando a Polónia estava dividida pela Áustria, Rússia e Prússia. Morreu em Julho de 1934, aos 67 anos, de leucemia (por contacto directo, durante anos, com produtos radioactivos), assim como sua filha Irene. Começou a trabalhar como preceptora.

Em 1883 concluiu o ensino secundário com uma medalha de ouro.
 
 Foi a primeira mulher a apresentar uma tese de doutoramento (classificada com distinção e louvor); primeira professora da Universidade da Sorbonne em mais de seiscentos anos de existência; a primeira mulher a obter um prémio Nobel e a primeira cientista a receber este prémio duas vezes. Também a filha e o genro receberam o prémio Nobel da Química em 1935.

Ajudou a irmã a licenciar-se em Medicina e esta ajudava-a na licenciatura em Física com a melhor nota do curso, e depois, em Matemática.

Enquanto estudou, em Paris, vivia numas águas-furtadas geladas do Bairro Latino, tendo casado com Pierre Curie.

Em 1902 consegue isolar o rádio e, em 1910, publica o “Tratado sobre a radioactividade”.

Descobriu os novos elementos químicos: polónio (em homenagem à Polónia) e o rádio. Estas descobertas não lhe deram qualquer rendimento para o seu trabalho.
 
Na 1ª Grande Guerra foi nomeada directora do Serviço de Radiologia da Cruz Vermelha e montou a Curieterapia que hoje é conhecida como radioterapia. 

Em 1995 foi para o Panteão de Paris com honras de Estado, assim como o seu marido Pierre Curie, em que a inscrição “A pátria, em reconhecimento dos grandes homens” reconhece também uma mulher.

As suas filhas herdaram as virtudes intelectuais como valores humanitários, arriscando Irène a vida durante a Segunda Guerra Mundial para pôr a salvo o rádio do seu laboratório para que não caísse nas mãos dos nazis e Ève envolve-se na causa aliada junto do general de Gaulle e conduziu ambulâncias em Itália durante o conflito.

Três portugueses trabalharam com Madame Curie:

- Branca Edmée Marques (1899-1986);
- Manuel Valadares (1904-1982) e
- Mário Silva (1901-1977).

 Penso que será um grande incentivo para que outras sigam o mesmo caminho, mesmo que os escolhos da vida tentem impedir as suas carreiras científicas.
 

Adicionar comentário

Siga-nos

Leia as últimas notícias através das redes sociais!

Receba as últimas notícias!

Enviamos via e-mail diretamente par si.

PUB
PUB

Instagram

Últimas nas Redes