Democracia?

António Mourão
10 de janeiro de 2021
Democracia?
Quando se soube, depois da guerra, o que aconteceu nos campos de concentração houve uma reacção de horror e descrença no Ocidente por tais coisas terem acontecido em pleno século XX.
Com a queda dos regimes comunistas na Europa de Leste, foram revelados horrores semelhantes

E eis que actualmente, no país dito democrático, verificamos actos da mesma índole no SEF e, em que todos os governantes assobiam para o céu como nada tenha acontecido de mal.

Já há muito tempo que constava que estes “acidentes” aconteciam, mas eram silenciados por todos. Veja que vem a público nos media que, em 2020, centenas de queixas por abusos iguais pelos elementos do SEF.

E “grande” ministro, que está colado à cadeira com cola tudo, acha que fez muito porque ficou calado durante uns meses ou porque decretou um inquérito do qual a maior parte da população não sabe o que diz. É o habitual de todos os inquéritos…

E ainda há quem diga que não falou antes para não perturbar a investigação… Mais um que só falou porque as coisas se tornam “feias” e tem eleições à porta. E para grande desgraça do País vai ganhar.

E, ainda, que digam que não, o médico legista, que comunicou a PJ o ocorrido com o elemento ucraniano, viu o seu contrato não renovado. Que coincidência!...

Há sempre coincidências nestes casos que não são premeditados, mas que acontecem sempre nas alturas que acontecem.

E, agora, a disputa entre a PSP e a GNR na condução das vacinas!... Grande confusão na disputa da autoridade!... O ministro continua colado à cadeira sem se aperceber que já não tem nenhuma autoridade. O PM em confinamento nem fala…

Alguns já se demitiram dos seus cargos por serem responsáveis, mesmo não tendo actuado naquele dia. Mas um está de consciência tranquila por nada ter feito (ele diz que fez tudo, a pandemia é que não deixou ver o que ele tinha feiro). Como as cadeiras do poder são tão apetecíveis mesmo quando estamos condenados a perde-las…

Já não nos bastava o Covid-19 para nos martirizar para termos outras formas de martírio iguais às do antigamente e que, pensávamos, já tinham acabado em definitivo.

Como dizia António Guterres: “É a vida”.

E, eu acrescentava, de um político cego de todo é uma desgraça para a Nação. Sim, porque não ver por ser cego é melhor do que ver e ser cego.

E o “show” das entregas das vacinas!... A ministra e os “generais” todos prefilados para ouvirem a “faladura” política para os media, como fosse o único problema de Portugal.

E a TAP a despedir empregados, a vender aviões e a cortar ordenados e os administradores (bons administradores!…) a serem aumentados pelas medidas atrás referidas.

Os portugueses não pensem nas várias eleições de 2021 e vão ter, brevemente, um “Estado Novo II”.

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