Que Natal?

António Mourão
24 de dezembro de 2020
Que Natal?
Depois de preso Jesus é levado à presença de Pilatos e as autoridades religiosas acusam-no de pretender ser o rei dos judeus e pedem ao governador romano que o condene à morte.
Pilatos pergunta:

- Então tu és rei?

Jesus responde:

- É como dizes. Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.

Mas neste Natal o “rei” é o covid-19 e é deste mundo. E ao contrário de Jesus que queria salvar os humanos, o vírus prefere matá-los. Aqui está a diferença entre quem salva e quem mata.

Do lado, em que estava Jesus, temos os médicos, os enfermeiros e todo o restante pessoal ligado à saúde, como os bombeiros que transportam os doentes.
Todos eles estão na corda bamba de serem infectados, como alguns já estão, mas aos quais o governo lhe corta tempo de descanso, férias de Natal e até demissões, pois esse quer que trabalhem, mas não quer despender mais meios monetários. Tal e qual como os governos de “direita”, segundo alguns, mas este é dito “socialista”. Veja-se como em Maio, os restaurantes eram seguros, pois tinham implementado todas as condições sanitárias, e, agora, são um foco de infecção (vide declarações do primeiro-ministro em Maio e actualmente).

Neste tempo de Natal, os familiares dispersos procuravam reunir-se junto à lareira e o governo “bonzinho” vai permitir algumas facilidades pelo Natal mesmo que aumente a contaminação.

No entanto, aqui em Lisboa, vê-se cada vez mais pessoas juntas sem máscara mesmo nas “barbas” da polícia que vira a cara para o lado para não ver. Factos? É só andar pelas ruas – coisa que os nossos responsáveis não fazem e, assim, poderem dizer que está tudo de acordo com as regras decretadas.

Este ano, o Natal do comércio será péssimo e vimos, num rodapé duma estação televisiva e nos jornais, que o desemprego em Valença ronda os 70%. Não sei se será verdade, mas ninguém desmentiu a notícia e o que vi, também, foi pessoas ligadas à restauração de Valença em manifestação na rotunda a clamar por medidas que o governo diz que dá, mas os interessados dizem que não recebem.

Dentro deste contexto e das medidas restritivas impostas, desejo a todos o Feliz Natal e um Bom Ano Novo. Cá estaremos no próximo ano se nos for permitido e se o vírus não nos atacar como aconteceu até agora.

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