Tudo isto é triste, tudo isto é fado...

Mário Rui Oliveira
7 de julho de 2017
Tudo isto é triste, tudo isto é fado...
Portugal tem estado, nas últimas semanas,na boca do mundo, por situações que pouco ou nada abonam como nosso bom nome e o nosso estado normal. Há quinze dias, Portugal era capa de jornais de todo o mundo, pelos incêndios de Pedrógão Grande e pela catástrofe humana e natural a que, impotentes, assistimos.
Mais recentemente, Portugal é novamente e, uma vez mais, notícia pelos piores motivos, desta vez, o roubo de munições e material de guerra de um dos paióis localizados no interior do quartel militar de Tancos.

O roubo de munições de um dos nossos quartéis é grave por diversas razões: por um lado, porque míngua a confiança que os nossos parceiros internacionais depositam em nós; por outro lado, porque abala a confiança dos portugueses nas capacidades do seu exército e na sua função de defesa do país contra agressões externas; por outro ainda porque se constata que o nosso exército carece de condições materiais para defender a sua própria“casa”; E, por outro lado também, porque se verifica a pouca importância dada ao exército pelos vários governos que têm governado os destinos do país. Mas é ainda mais preocupante ouvir uma alta patente do exército afirmar que foi melhor os soldados não terem interceptado os assaltantes, uma vez que não dispunham de balas nas metralhadoras G3, e que poderiam facilmente ter sido abatidos.

Esta afirmação é de uma gravidade atroz, pois mostra ao mundo uma fraqueza militar que abala qualquer bom nome e imagem que pudesse mostrar perante os nossos aliados, e não só. Importa, por isso, apurar rapidamente, por um lado, quem foram os assaltantes e para onde foram as munições e material roubados, por forma a que, se possível, os possamos recuperar.

Mas importa, também, apurar responsabilidades internas, saber como foi possível, tão facilmente, roubarem tal quantidade de armamento e munições. E fundamental se torna, rapidamente, apurar as causas e eliminar a suspeita de que terá havido colaboração interna, pois tal sensação apenas servirá para minar ainda mais a pouca confiança, neste momento, existente.

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