Em frente Portugal

Abílio Francisco Conde
20 de março de 2013
Tribunal
O Presidente da República podia ter vetado ou promulgado o Orça mento, sem mais artifícios. Sempre receoso do juízo da História, Cavaco enviou três normas para fiscalização sucessiva ao Tribunal Constitucional.
Este pode "chumbar" ou aprovar as três normas.

Se o TC exibir um mau senso contraditório, o Orçamento passa e o País segue o duvidoso curso vigente, à espera de poucas derrapagens e de um milagre. Mas se o TC se mantiver o fiel protector da Constituição que impõe limites aos cortes mas nunca limita os gastos, é provável que reprove o Orçamento. Se o TC reprovar o Orçamento, o Governo pode tentar engendrar aumentos nos impostos, o equivalente aos 1,7 mil milhões de euros, relativos às tais normas, ou alegar falta de condições e demitir-se. Se o Governo escolher a via fiscal, arrasa com a vida de inúmeros cidadãos que alcançaram já o limiar da carga fiscal suportável, fomenta a instabilidade social e, quase de certeza, termina a médio prazo na rua, por decisão própria.

Se o Governo escolher directamente a porta da rua, deposita nas mãos trémulas do Cavaco a responsabilidade de convocação de eleições antecipadas. O povo poderá repartir os votos de modo a assegurar uma ingovernabilidade ao estilo grego ou oferecer os destinos da pátria ao Seguro e ao PS. Em qualquer das hipóteses, o povo não está a regular bem. Optar pelo PS é repetir os delírios dos que nos trouxeram até aqui. Apostar no PSD/CDS é continuar com os que daqui não nos tiram. Finalmente, seguir o modelo grego é permitir a desproporcionada influência aos iluminados da extrema- esquerda. Perante este dilema há que ter presente o refrão muito conhecido: "Na primeira qualquer cai, na segunda cai quem quer e na terceira só cai quem for burro". A situação é assim escaldante. Direi mais é insustentável por muito mais tempo. Nas ruas há 1,5 manifestação por dia. Na última grande manifestação de 2 de Março estiveram por todo o país cerca de 1,5 milhão de manifestantes a dizerem bem alto "Fora O Governo e a Troyca" e outras palavras no género. Não há saída do Governo ou do Presidente da República que estes não sejam vaiados com mimos como " gatuno, sem vergonha, sai ". O Governo perdeu toda a credibilidade e em vez de defender Portugal está a defender a Troyca e o grande capital selvagem. O povo já se apercebeu disso e pelos resultados das últimas sondagens está a haver uma fuga aos partidos e cada vez ganham mais força os Independentes, os que não militam a favor de ideologias de grupo a não ser a dos interesses da nação portuguesa para que saiamos da nova burguesia instalada, que vive sem justiça, sem respeito, sem dignidade e sem honra, onde só impera a corrupção do colarinho branco, as mordomias e com a presidente da AR, de tenra idade e já reformada a ganhar a reforma e juntamente o alto ordenado do cargo, fora outras alcavalas inerentes, ex- presidentes da RP com ordenado de PR, carro, motorista, seg ura nças, gabinete, etc, etc, o próprio Cavaco a receber 3 reformas por passar uns meses num banco, enquanto o povo se vê ex torquido dos seus rendimentos justos e muitas crianças e velhos a morrerem de fome. Não. Ninguém pode acreditar em certos comentadores que estão bem na vida e dizem que o governo está no ca minho cer to. Este caminho é do da desgraça e da desespera nça. É o fim da independência de uma pátria de mais de 900 a nos. Há q ue mudar. Por tugal precisa de governantes sérios e honestos, que pensem mais na Nação do que neles e nos seus apaniguados apoiantes que vêem no país um grande negócio e o povo que se lixe.

Está na hora de mudar de política. Muitos não vão votar nas próximas eleições porque sabem que o seu voto vale 14 euros para o partido a que derem o voto, mesmo em branco essa quantia vai direita para os partidos.

Feliz Páscoa para todos, muito em especial para os nossos emigrantes. Até ao próximo jornal, se Deus quiser.

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