Páscoa sempre!

A. Mourão
20 de março de 2013
Cruz
No nosso País, a Páscoa é um feriado cristão que celebra a ressurreição de Jesus Cristo ao terceiro dia depois da sua crucificação no Ca lvário, conforme nos relata o Novo Testamento.
A celebração anual indica- nos uma rea lidade que é radicalmente nova e inaudita.

A centralidade deste evento é transcendente. Estamos numa fronteira onde se interpenetram o humano e o transcendente de uma forma substancial.

Esta festa devia ser aproveitada para uma séria reflexão das nossas vidas! Como está a nossa vida familiar? A nossa vida de trabalho? A nossa vida nas relações sociais?

O ponto fulcral está no respeito pelos pobres, pelos inválidos, pelos que sofrem injustiças; se nos chamamos cristãos é necessário que se demonstre com as obras. É que o amor é superior a todas as leis.

Como Jesus, devemos acolher os pródigos, os samaritanos, os leprosos, os coxos, os cegos e outros mais; mas isto não se vê no estado real do país que vai em sentido completamente contrário.

Bento XVI dizia: "Em tempos em que o mundo sofre com a falta de alimentos, desordem financeira, de velhas e novas formas de pobreza, de muda nças climáticas, de violências e misérias que obrigam muitos a abandonar a sua terra, de terrorismo sempre a meaçador, de medos crescentes diante de um porvir problemático, é urgente descobrir nova mente perspectivas capazes de devolver a esperança."

Qualquer sociedade tem que ter esperança e estabelecer uma ordem social justa, se não quer ser destruída no seu próprio interior.

O poder, quer político, quer económico ou cultural, deve ser colocado ao serviço da solidariedade que se estende a todos os homens.

A liberdade é tanto mais reduzida q ua ndo é acompanhada, numa sociedade que se deixa guiar pelo dogma do crescimento materia l infinito, pela corrida aos bens materiais ou pela corrida aos armamentos.

A miséria e a pobreza deveriam ser energicamente combatidas, fazendo com que as condições de vida de cada um sejam sempre conformes à dignidade humana.

No Concílio Vaticano II, com a "Sacrossantum Concillium", constituiu-se uma "revolução copernicia na" na vivência litúrgica destes Mistérios da Fé pascal e sem se perder esta mística q ue a limentou e alimenta gerações longas de crentes e de santos. Hoje, a compreensão e a oportunidade de uma maior e mais radical vivência da Fé, é também um dom pascal adquirido. Foi essa maravilhosa intuição do Papa João XXIII e dos Papas que se seg uira m até hoje. Deve continuar-se na caminhada pascal para encontrar Cristo nos caminhos da vida, sem perder o rumo que nos conduz à nascente donde brota a Cruz do Senhor.

Como sempre, para todos, desejamos uma Santa Páscoa.

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