Metáfora de Engulhos

A. Alvarães
6 de novembro de 2013
Metáfora de Engulhos
As palavra de Jesus transcritas do Evangelho de S. Mateus causa mengulhos ainda hoje. E para quê malhar em ferro frio? Se para mais não for, ao menos será por imperativo da verdade...
...e para impor como é dever de quantos a prezam e lhes cumpre, “oportune et importune”, apresentá-la e dar-lhe assento pelo direito aos valores que exprime e representa.

Sabe-se terem sido aquelas as palavras que Jesus proferiu aquando da investidura de Pedro para governar a Igreja que ia fundar. Era uma expressão de uso frequente no quotidiano judaico da expressão linguística. Se alguém possuia as “chaves” de uma casa, de uma cidade ou de um território, significava que neles tinha poder, posse, autoridade... Podia abrir e fechar, admitir ou rejeitar estranhos, graças a esse poder de senhor e dono de uma casa, de um senhorio, de um governo de que era responsável. Grande importância davam os Orientais ao “poder das chaves”... De tal modo e até aos ombros as dependuravam!... Era o símbolo da autoridade. Daí que essa figura de retória fosse de uso frequente e ganhasse fporos de quase imutabilidade... Não porque fosse tipo de “retórica barata”, pelo facto de ser de uso corrente, mas por que até ainda hoje é assim é em Gramática Estilística... Conserva o nome de METÁFORA! Não é senão uma comparação abreviada, de fácil, rápida e acessível compreensão... Saberá, porventura, o prezado Leitor o que respondeu Solimão aos legados de Fernando? “As Chaves da Hungria penderão dos meus ombros!” Claro, reminisciência dafigura de estilo bíblica... Refere um dos autores que nos acompanha, Leonel Franca, que já Isaías emprega esse recuo de estilo para indicar “o poder do modormo, do prefeito do palácio”, isto é, da primeira autoridade “a seguir ao rei”! Mais: As “chaves”, na linguagem profética mais não representam o “emblema da investidura de Eliacim!” (Apoc. 3, 7). Somente apoucada por ing nora ntes, farsa ntes ou pseudo-ateus, a metáfora evangélica, a contestá-la são os únicos, inspirou sempre uma ad miração prof unda e um profundo respeito pelo Príncipe dos Apostolos que era investido no cargo de Vigário de Cristo para, em Seu nome, governar a Igreja e durante a Sua ausência: Se Ele abrir, ninguém ousará fechá-la! Se Ele a fechar, niguém se atreverá a abri-la!

Esse discutido “poder de ligar e desligar” o que será, em conclusão? Isto: de “ligar” ou “desligar” com leis, preceitos ou penas! Obriga, claro está, enquanto não ofender direito natural e positivo divino... Logo, se Cristo a Pedro e sucessores conferiu a plenitude do poder suberano, acrescentando que Deus, nos Céus, confirmará e rectificará as sentenças apostólicas, que mais amplo e firme poder haverá? Logo, Pedro e sucessores, autoridades supremas, u niversais, inapláveis, claro, nas coisas todas da alçada da sociedade religiosa...

Fora Pedro martirizando em Roma no cumprimento desta divina determinação, cumprindo aí a ordem que de Cristo recebera, onde viveu e onde, no Supremo Pontificado, confirmou seus Irmãos... Sendo-lhe aplicada a pena imposta aos Judeus – a crucificação -, pediu aos algozes que o crucificassem de cabça para baixo, para não o ser corno Cristo, pois de tal honra não se considerava digno. Tudo isto se documenta com a História, a Tradiçaõ e a Arqueologia, isto é, que Pedro viveu em Roma, aí foi Vigário de Cristo e aí foi martirizado. De Tácito (ANNA LES) conhecemos a firmação em que o historiador confessa a coragem dos seguidores de Cristo durante a perseguição de Nero, chamando-lhes “valentes apóstolos”, Pedro que suportou, não um nem dois, mas muitos trabalhos e, com tal testemunho alcança a glória merecida!... Eloquente é o é o testemunho de Pedro, na sua 1o Carta: “Saúda-vos a Igreja da Babilónia e Marcos, meu filho” (5, 13). Refere-se a Roma, tratada então por Babilónia... Mas outras muitas vias documentais levam-nos a Roma... Decorridos muitos séculos depois de Orígenes (185-225), veio em plenitude a Arqueologia confirmar que Pedro viveu, foi martirixado e sepultado em Roma. Nas escavações efectuadas em meados do séc. XX, sob a Igreja de S. Sebastião, na Via Ápia, encontraram-se grafitos com pa lavras “DOMUS PETRI” (casa de Pedro – cit. HEITOR MORAIS). Conclui Paulo VI, após tão morosas e delicadas escavações: “Foi conseguida a prova histórica, não só do túmulo mas também dos seus veneríssimos restos mortais: “PEDRO ESTÁ AQUI, onde a análise documental, arq ueólogica o indicara m, finalmemte” (“L’Óservatore Romano, Ed. Port. Nns. 14/15, 1980)

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